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Gratidão: alegria na vontade de Deus

Ao pensarmos nos motivos que nos leva a sermos gratos, frequentemente nos prendemos às razões materiais; algumas outras, por sentimentos positivos que enche as nossas almas por algum motivo. A ausência dessas razões seria suficiente para murmuramos ou questionarmos o amor do Senhor por nós. Mas será que realmente que a gratidão segundo Deus tem a ver coma nossa situação material ou sentimental?

Não subestimando essas áreas em nossa vida, mas se atentarmos para Escrituras, observamos que a gratidão segundo Deus nasce de corações regenerados em Cristo Jesus. Em 1 Tessalonicenses 5:18 Paulo no ensina que a gratidão para aqueles que estão em Cristo Jesus é o modus operandi. Ela ocorre em todas as situações. E quando assim o fazemos, estamos cumprindo a vontade Deus.

Certamente Deus se importa com todas as áreas de nossas vidas. Vemos na bíblia promessas maravilhosas da parte de Deus a esse respeito. Porém, também vemos momentos de dificuldades em que o Senhor permitiu o Seu povo passar. E em todos os momentos Ele se fazia e se faz presente. Esse deve ser o motivo da nossa gratidão. A presença de Deus sempre nos acompanha.

No Evangelho de João (João 1.6) está escrito que todos nós recebemos da Sua plenitude, com graça sobre graça. Essa abundante graça, motivo da nossa gratidão, veio a nós quando Cristo se revelou, mostrando-nos a nossa condição de pecador, dignos da ira de Deus, mas agora salvos por meio do sacrifício na cruz, feito pelo Filho de Deus. É essa gratidão que deve nortear nossas vidas.

São inúmeros os benefícios intangíveis advindos dessa salvação em Deus, Paulo nos ensina em Romanos 5, que aos olhos de Deus somos justificados, temos paz com Deus [sobre nós não mais repousa a ira de Deus], temos acesso à presença de Deus, recebemos uma viva esperança… O resultado dessa salvação em nós é a genuína alegria e gratidão a Deus por ter nos chamado e escolhido para sermos herdeiros da vida eterna.

Deus se importa com todas as áreas da nossa vida. Em 1 Tessalonicenses 5.23 diz: E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Isso nos mostra que a salvação de Deus em Cristo Jesus traz impacto em todos âmbitos de nossa vida. Mas é no nosso coração que tudo inicia. O sábio Salomão escreveu dizendo que sobretudo que devemos guardar, devemos dar prioridade ao nosso coração, porque é daí que procedem as fontes da vida (Provérbios 4.24).

Junto com o novo nascimento, nasce uma gratidão indizível por tudo que Deus é e por tudo que Ele nos deu por promessas em Cristo Jesus. Nos vemos de fato como realmente somos: filhos abençoados por Deus.

Acontece que ao longo da caminhada cristã, podemos desviar nosso olhar das coisas que realmente importam e nos deixa seduzir pelo temporário, acreditando que por nós mesmos poderemos construir motivos para sermos gratos.

Na bíblia vemos o exemplo do profeta Jonas. Era servo de Deus. Alegrava-se em ser parte do povo de Deus. Acredito ter sido um nacionalista usado nas mão de Deus para estabelecer os termos do território de Israel no tempo do rei Jeroboão II (2Reis 14.25). Porém deixou que a benção de ser parte do povo de Israel ocupasse o lugar do Deus Misericordioso, Soberano, Salvador em seu coração.

O Senhor lhe deu uma missão simples: pregar arrependimento para os ninivitas, povo que era inimigo do povo de Israel. Mas ele achou que poderia fugir de Deus, e essa foi sua tentativa fracassada. Deus frustrou o plano dele, mas o salvou, por meio de um grande peixe, como conhecemos sua história. Da barriga do peixe, ele orou e fez votos de gratidão ao Senhor, reconhecendo que a salvação pertence ao Senhor (Jonas 2.9).

Retornando para sua terra, depois de passar por esse apuro, Jonas vivia tranquilamente, até que Deus novamente o chama para executar a missão de pregar aos ninivitas. Dessa vez ele foi e obteve êxito na sua missão.

Normalmente nos alegramos quando realizamos nossa missão e atingimos nossos objetivos, mas Jonas estava tão alheio à vontade de Deus, de modo que o sucesso da missão lhe trouxe grande tristeza e por isso ele não conseguia ser grato.

A neurociência explica o benefício de desenvolvermos o hábito de sermos gratos, pois isso ativa a região cerebral responsável pela liberação da dopamina, uma substância que realiza a comunicação entre os neurônios. Quanto mais ativa essa área, maior dopamina em circulação ativando nossos neurônios e maior a nossa sensação de bem-estar. Jonas estava tão mergulhado em sua visão, que não conseguia ser grato a Deus por ter usado de misericórdia com o povo de Nínive.

Olhando à distância, podemos ver como Jonas tinha sido mesquinho. Mas muitas vezes também nós nos comportamos dessa forma. Questionamos o nosso chamado e achamos ser suficiente Deus ter abençoado a nós, nossos familiares, nossa igreja. Será que também não estamos nos limitando em nossa área de conforto quando Deus nos chamou para sermos propagadores de Suas boa-novas de salvação a todas as criaturas?

Que como Jonas tenhamos uma nova oportunidade. E que nessa nova oportunidade obedeçamos a voz de Deus. Que encontremos a graça no nosso Salvador em sermos gratos por Sua vontade ser realizada em nossa vida e por meio de nós. E que toda tristeza seja dissipada dos nossos corações na confiança que os Seus planos são melhores do que os nossos.

Dessa forma, estaremosvivendo a plenitude da vida nova que Cristo nos deu e desfrutando dos doces frutos que dela advém.

José Júlio Inácio

José Júlio Inácio

José Júlio é obreiro na CIEB. Casado com Renata, são pais da linda Sophia.

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